
Tenho percebido que a procura por leitura sobre relacionamento de casais é por essa pergunta: como transpor os problemas para que, fortalecidos, possam se amar com qualidade? E a resposta não é, assim, tão fácil de se dar como uma receita de bolo...
A mulher é mais maleável nas relações e o homem mais inflexível. Mas a caça dependia dele nos tempos das cavernas, ele tinha de ser forte, impiedoso e predador, senão todos morreriam de fome. E essa "dureza" faz parte da constituição física, psíquica e moral deles. E as mulheres ficavam nas cavernas protegendo sua prole. O homem tem instinto animal e a mulher, por essência, traz a sensibilidade. Portanto, por natureza, as mulheres cedem mais aos homens. E não há nada de humilhante nisso não. A sabedoria dosa muito bem o dar e receber.

Qual homem nunca disse, na vida, que se sente "preso" no casamento? E qual mulher nunca disse que faz tudo por ele e ele não dá valor? Eles não entendem que as mulheres têm a essência da proteção, ela foi criada para cuidar, proteger, guardar, zelar. Por isso ela quer tanto que estejam todos juntinhos, aninhados, ao seu redor, ao alcance de suas vistas. E as mulheres não entendem que eles, os homens, tem a essência de sair, ir, buscar, procurar. Mulher é toda casa e homem é todo rua. Perceba que isso vem lá dos primórdios tempos da humanidade.
Mas, hoje, por convenção existe uma palavra chamada respeito, e respeito mútuo. Quando há respeito entre os casais, a convivência se torna menos complexa. Existe uma frase de Santo Agostinho que diz assim: "Ama e faz o que queres". Entende?
Existe outra frase, que corre por aí, que soa mais ou menos assim: "Preocupe-se quando eu deixar de me importar". Mas cobranças não faz bem a ninguém, e pior faz a quem vive a cobrar. Esta frase é um subterfúgio para quem tem medo de baixar a guarda. Medo de que? Se há amor não deve haver temor.
Há, ainda, outra frase que diz: "O amor não aprisiona." E a maturidade tem me feito compreender perfeitamente isso. "Quer ir? Vá! Enquanto você vai, eu vou fazer algo que eu gosto muito também." Simples assim!
Não tem nada a ver com esfriamento do amor e sim com amadurecimento do amor. Que nós sabemos o que nossos maridos gostam é fato, mas e eles sabem o que nós, mulheres, gostamos de fazer também? Não! Nós não mostramos isso a eles, justamente, porque investimos o nosso tempo em "controlar" o que nosso marido gosta de fazer e nos esquecemos de nós mesmas.
Do que você gosta além de estar com seu marido e filhos o tempo todo? Ir ao Shopping? Visitar uma livraria? Tomar um café com uma amiga? Fazer um artesanato? Um trabalho voluntário, quem sabe, no Hospital do Câncer? Já pensou em ser uma Blogueira? Ah! Eu adoro! Uma dica legal é curtir a página do jornal da sua cidade e ficar ligada na coluna cultural. Sempre aparecerá uma peça de teatro, um sarau de poesia, um concerto musical gratuitos. Se achar ruim ir sozinha, convide uma prima, uma cunhada ou irmã para irem juntas. Ele faz o que gosta e você também faz o que gosta.
Permita-se! Redescubra-se! Olhe para você. Você existe!
Conte aqui nos comentários o que você gosta de fazer, compartilhe uma ideia, um passeio legal, ou mesmo algo para fazer em casa mesmo e enriquecer, assim, a vida com coisas boas.