Sempre Simples

"A simplicidade é o último grau de sofisticação." Leonardo da Vinci.

domingo, 10 de maio de 2015

Em memória dela


Esta imagem traduz fielmente a Esposa e Dona de Casa que esta mulher foi, em 50 anos de casada. Minha mãe!

É ela que eu tanto cito em minhas publicações aqui no Blog. Tenho ou não tenho razão em me gabar de ter tido uma mãe tão dedicada à família e as coisas do lar?

Foi com ela que aprendi a gostar tanto de cuidar da casa, de fazer bolos, fazer festas e tudo mais. 

Dá pra perceber pela carinha dela, na foto, que fazia tudo com satisfação. Tinha orgulho de ser tão prendada. Adorava ver a mesa cheia e todos comendo, com gosto, tudo que preparava. Nunca foi de guardar nada de comer para depois. Tinha prazer em fazer mais e mais. E quando resolvia ir para o forno e fogão, sempre pensava em fazer o que os netos, filhos, marido, genros e noras mais gostavam, para agradar a todos.

Foi mulher de acompanhar e apoiar o marido em tudo que ele idealizava. Mesmo que preciso fosse, para isso, deixar a casa e começar tudo de novo. Muito emotiva, sempre chorou a cada partida. No entanto, era tão dedicada, que logo deixava o novo endereço um primor. Aprendeu a viver longe da família de origem por isso. Chorou a morte de alguns irmãos à distância e não se esquecia uma data sequer, de aniversário ou de falecimento. Nesses dias amanhecia e ficava chorosa o dia inteiro. Ela sim, fazia memória aos seus entes queridos. 

Mulher que não frequentou a escola, mas tinha uma fina educação. Não ocupou a mente dela com teorias, mas com a prática. Pessoa sábia de natureza e por curiosidade. Gostava de testar novidades e sempre dava um jeitinho de incrementar a seu jeito. Era delicada, mas não renegava a dureza. Usou ferro de passar à brasa, fogão de lenha, puxava água no poço, usou lamparina e lampião.Virava-se como podia. Esquentava tijolo no fogão à lenha, e embrulhava no jornal, para esquentar os pés dos filhos no inverno. 

Quando pensávamos que ela já tinha vivido, aprendido e feito de tudo na vida, deu forma e beleza às suas peças de crochê. Aprendeu a crochetar já com bastante idade; fez inúmeros trabalhos e alguns até conseguiu vender. Eu tenho e uso coisas feitas por ela até hoje em casa. E faz 12 anos que ela se foi para a morada celeste. Se faz presente em seus trabalhos nas casas dos seus mais amados, e de muitas pessoas a quem ela presenteou com sua arte.

Uma mulher de disciplina! Tinha horário para todas as coisas dentro de casa. Se chegávamos na casa dela pela manhã, estava lavando roupas e fazendo comida. À tarde, estava passando roupa, regando as plantas ou varrendo o quintal. E depois de todo o seu serviço da casa em ordem, sentava, pegava o crochê e ia fazer. Tinha caixas de trabalhos prontos. Ficava toda orgulhosa em mostrar tudo que havia produzido.

Minha mãe pensava! Sempre dava um jeitinho de melhorar as coisas ao seu redor. Tinha uma criatividade aflorada. E não gastava dinheiro para isso.

Um exemplo de mulher que amou, com amor eterno, seu marido. O amor que ela sentia pelo meu pai saltava aos olhos. Nas fotos e gravações que temos deles juntos, é nítido o amor que ela sentia pelo seu amado. Mas, amor maior do mundo, ela sentia pelos filhos. Uma mãezona coruja de verdade! Deus a conhecia no íntimo e sabia que ela não suportaria ver qualquer um dos filhos partir antes dela. Por isso, a chamou primeiro.

Esta foi a forma que encontrei, para homenageá-la em memória, pelo dia das Mães. E espero, que a vida desta mulher, aqui relatada, possa servir de exemplo a mim e muitas outras. Esta foi a missão dela: amar e fazer tudo por amor.

Saudade eterna!

Dia das Mães
10/maio/2015

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